percurso vida

"Para vencer o medo que temos, necessitamos dos
conhecimentos que ainda não temos. Para conhecer mais, formulamos hipóteses que reforçam nosso medo e nossa curiosidade; insistindo no processo, vamos criando novos medos e preconceitos ou chegamos ao prazer do conhecimento."

percursovida@hotmail.com


"No simples ato de ouvir podemos ajudar e transmitir paz a alguém, por isso fazer o bem pode ser mais fácil do que imaginamos, uma conversa, atenção, uma demonstração de amizade verdadeira, de valorização e apoio, pode ajudar muito alguém que esteja passando por dificuldades. É só pensar nisso e praticar dentro do possível."

Falo pelas minhas palavras e com o meu coração. Não sou nenhum profissional da
área médica, sou um “experiente” dependente químico.












Abuso de álcool e drogas no final do ano.

O ano de 2011 já está terminando e, com a aproximação das festas de final de ano, começam as preocupações em torno do consumo abusivo de drogas e álcool, o que geralmente resulta em maiores ocorrências de acidentes de trânsito, situações de violência, entre outros problemas graves relacionados ao uso de álcool e drogas.




Muitas vezes, as pessoas esperam o fim de semana ou datas comemorativas para beber “tudo o que tem direito” ultrapassando o consumo considerado “normal”

Álcool e trânsito:
Grande parte das pessoas que bebe em ocasiões festivas acaba tendo problemas com a direção de veículos, porque não são capazes de reconhecer que a agilidade necessária para a direção (além de outras habilidades importantes, como a tomada de decisões) – são prejudicadas muito antes dos sinais físicos da embriaguez começar a surgir.
Outro engano comum é subestimar os efeitos da duração do álcool em nosso corpo. Alguns acreditam que parar de beber ou tomar um copo de café podem torná-los competentes a dirigir com segurança. A verdade é que o álcool continua a comprometer o cérebro, mesmo após a última dose, prejudicando a coordenação e a capacidade de julgamento até mesmo horas depois da ingestão de bebidas alcoólicas.

Álcool e violência:
O álcool é a droga mais associada à violência. Favorece a violência, rebaixa a crítica e aumenta a agressividade.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a suspeita de ingestão de bebida alcoólica por parte do provável agressor foi relatada por 30,3% das mulheres vítimas de violências doméstica, sexuais e outras violências. Em 62,7% dos casos de violência contra mulheres, a agressão ocorreu em residência e 39,7% delas afirmaram já terem sido agredidas anteriormente. Tudo isto se intensifica nas festas de final de ano, já que o uso do álcool acaba se tornando mais “liberado”.
Um outro estudo brasileiro enfatiza o uso de álcool como um fator importante no processo de vitimização por homicídios. Entre os resultados, a pesquisa mostra que 43% das vítimas de homicídios analisadas apresentaram níveis de álcool no sangue superiores a 0,2g/l, e que 56,4% das vítimas mortas nos fins de semana estavam alcoolizadas, o que pode estar relacionado ao consumo de álcool de alto risco em bares e festas, mais comuns nesses dias.

Como ficam os dependentes químicos em recuperação nesta época do ano? O que fazer para evitar recaídas?
Esta é uma época do ano em que muitos adictos que estão limpos há algum tempo acabam recaindo. Por quê?
As festas podem aumentar a vulnerabilidade dos adictos de risco. Um número enorme de recaídas ocorre nos supostos “momentos bons da vida”. Quando a pessoa está numa celebração, festa ou quando recebe uma notícia boa. A oferta do álcool acaba sendo maior e isto cria uma situação de risco.
O alcoolismo não é somente uma questão de falta de força de vontade. É um processo bioquímico.
Porém, muitas vezes os próprios familiares acham que podem oferecer ao alcoólatra meia taça de Prosecco só na hora do brinde do natal ou do final do ano, sem entender o processo da dependência. Porém, isto é extremamente maléfico ao dependente químico. A molécula de etanol entra nas papilas gustativas e o cérebro já é alertado. Conforme o álcool começa a circular no organismo, o cérebro vai pedindo mais. É irrefreável. Para quem já perdeu o controle antes, é tudo ou nada. Por isto é importante que a família do dependente químico esteja alerta e tenha feito também o tratamento familiar.
Para que o dependente químico não recaia é necessário observar todos os passos de prevenção contra a recaída. Como isto funciona?
As estratégias de prevenção á recaída devem ser observadas,logo após a desintoxicação e continuar na família, por TODA A VIDA. Isto mesmo, por TODA A VIDA.
Elas têm o objetivo de ajudar o dependente a lidar com as situações em que há possibilidade de recair no uso de drogas.
A primeira e mais importante estratégia é estimular o dependente químico a fugir dos lugares, dos hábitos e das pessoas com quem ele usava drogas. O prazer de usar droga e álcool fica registrado na memória corporal – independentemente de sua vontade. Os lugares, os hábitos, os odores, trazem à tona lembranças da “ativa” e isto pode ser letal para a recuperação.
O usuário deve se afastar das situações que provoquem seu desejo. Deve-se evitar falar sobre drogas ou assistir reportagens e filmes em que há cenas de uso. Cada um, dentro de sua nova maneira de viver, deve desenvolver formas ou habilidades para trabalhar com estas situações, porque elas aparecerão sempre, durante toda a vida. O fato é que o usuário nunca mais se desvinculará da dependência. Então ele deverá manter-se atento à sua fragilidade. É como um paciente diabético, ele sempre será diabético, mas não precisa padecer com a diabetes, se seguir o tratamento. Porém deverá ficar em alerta total para o resto da vida.
É importante que o dependente químico refaça e renove o compromisso consigo mesmo do “Só por hoje”. Procurar, só por hoje, viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de sua existência.
É comum os pensamentos do dependente químico se voltarem para a bebida e a droga nestas festas, levando-o a algumas lembranças de falsas “alegrias” passadas, sensações de prazer.
Hoje, seus pensamentos devem ser de recuperação e não mais de “ativa”. E cada pensamento que ele cultiva pode levá-lo a um sentimento e comportamento de igual força, contribuindo para o impulso de beber ou se drogar.
É sabido que os pensamentos negativos nos convidam para sentimentos também negativos e desconfortáveis. Por isso, pensar de forma positiva, afirmativa e pró-ativa sobre si próprio e sobre todo o seu processo de recuperação é muito importante.
Por último, a espiritualidade e qualidade de vida (honestidade, mente aberta e boa vontade) é de suma importância para a prevenção à recaída. Sem ela, não existe recuperação e com ela fica mais fácil vencer os obstáculos na caminhada rumo ao crescimento pessoal e à sobriedade. A disciplina também é uma ferramenta poderosa que o dependente químico pode ter em mãos.
Nesta época de final de ano, além de cuidados com a recuperação já recomendados, sugerimos que o dependente químico procure estar em dia com as leituras e reuniões dos 12 passos. Pode-se participar das festividades, mas reconhecendo que há possibilidade de ter recaída, voltando a ser o que era ou até pior. Portanto deve-se por toda a vida evitar a primeira dose. A abstinência é fundamental no tratamento da dependência química.
Em situações de emergência, o dependente não deve vacilar. É importante ficar pouco na festa ou local de risco e procurar não se testar. Se encontrar dificuldades, então dever compartilhar de imediato com seu grupo de apoio, com seu padrinho, lembrando-se que o silêncio é a pior resposta para quem está em recuperação.
Nos primeiros meses ou anos iniciais a fase de recuperação é importante que a família evite o uso de álcool em comemorações festivas, pois o dependente químico ainda está iniciando seu processo de recuperação e ainda não enfrentou grandes situações de exposição e risco. É necessário que haja preparação emocional para esses tipos de riscos e situações, às vezes inevitáveis. E que haja ainda, um “despertar” consciente de que tais situações ou pressões podem afetar os pensamentos, os sentimentos e, conseqüentemente, o comportamento, deixando o dependente químico bastante vulnerável.
Tenham em mente também que todo dia que um dependente químico fica sóbrio antes de uma recaída é extremamente valioso, tanto para o indivíduo quanto para sua família. Porém, se ocorre uma recaída, é muito importante voltar a procurar tratamento e obter o apoio necessário para não beber mais.


Uma dica valiosa:

Para ajudar as pessoas a se manterem sóbrias durante as festas de final de ano, alguns Grupos de NA (Narcóticos Anônimos) e AA (Alcoólicos Anônimos) promoverão plantões em vários grupos da cidade. Estes grupos farão plantão nas vésperas de natal e ano novo e ajudarão os membros a ficarem mais resistentes e menos propensos a recaídas nestes dias.

O trabalho para evitar a recaída precisa ser diário e envolve toda a família. É um trabalho silêncioso, mas eficaz. Só por hoje!!!!

tenha um bom.



DEPOIMENTO DE CAZUZA.

COMEÇEI COMO TODO MUNDO... FESTAS,NOITADAS,CASAS DE AMIGOS,CHURRASCOS
ENFIM...



"Estou careta, não bebo, não tomo drogas, não estou mais na noite; estou tratando de mim de um jeito que nenhuma babá trataria. Nunca tinha ido a um médico até os 30 anos... eu não sabia que tinha um corpo e que ele podia falhar um dia".

"Troquei de analista e tenho mais fé. Chamei por Deus, sim, a gente sempre chama o nome de Deus em vão, não é? Acho que Deus é parte do medo que a gente tem".

"Dei a volta por cima da morte. Isso me deu uma fé muito grande. A doença é metade corpo, metade carma - uma atmosfera da qual você precisa se livrar. Saí da doença com o corpo fraco e a cabeça forte. O tratamento médico nos Estados Unidos foi tão importante quanto a gravação do disco. Este disco é da sobrevivência".

"Nunca estive tão ruim em minha vida. Um dia o suicídio passou pela minha cabeça. Rapidamente. Queria tomar alguma coisa para desmaiar. Não sentia prazer em estar vivo. Nunca entendi o suicida. Achava uma covardia. Aí eu entendi".

"Não gosto que me perguntem se estou com aids. Me faz lembrar uma coisa que eu quero esquecer. Contei para muito pouca gente o que eu passei no hospital. Mas todo mundo sabe o que eu tenho".
"Perdi dez quilos, perdi meus músculos e não os recuperei. Tinha um pouquinho de barriga. Tinha um Bundão. Meus amigos me chamavam de 'Maria Gorda'."

"Acho que a gente tem que saber usar as coisas e não deixar que as coisas usem a gente. As drogas, principalmente, me ajudaram muito na minha adolescência. Me ajudaram a entender o mundo de uma outra maneira, me ajudaram a ser uma pessoa mais segura de mim mesmo. Minha experiência com as drogas foi fantástica, só me fez bem. Mas foi uma coisa de adolescência, depois eu me tornei mais biriteiro".

"Quando li pela primeira vez um artigo falando da doença, pensei que era aquilo que eu tinha. Comecei a ter febre nos fins de tarde, mas não contava para ninguém. Tomava duas aspirinas e ia para o bar, beber. Se nesse começo tivesse ido a um médico, hoje estaria muito melhor do que estou. Agora faço tratamento psiquiátrico para sair do alcoolismo. Tomo remédio para não ter vontade de beber, e não bebo. À noite, tomo um calmante e durmo seis horas. É pouco. Já vivi uma época em que dormia doze horas seguidas. Muitas vezes acordo sem ar e preciso de ajuda. Sexo ainda é importante para mim. Não sou um aidético casto".

Mas não consigo encontrar alguém que me entenda e, a essa altura, já não sei dividir mais nada, muito menos apartamento. Já não tenho saco pra ser cobrado de nada e dificilmente as mulheres entendem que gosto de ficar sózinho com meus versos, escutando música ou simplesmente em silêncio.

ME AFASTEI DE TODOS E TODOS SUMIRAM.

Aspectos Gerais do Alcoolismo

O uso de bebidas alcoólicas é tão antigo quanto a própria humanidade. Beber moderada e esporadicamente faz parte dos hábitos de diversas sociedades. Determinar o limite entre o beber socialmente e o alcoolismo (síndrome de dependência do álcool) é por vezes difícil de ser determinado. O problema se torna evidente quando o indivíduo passa a consumir bebidas alcoólicas diariamente.



A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação das pessoas quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de se reverter o processo. Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática, a falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal.

O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual. No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer. Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado. Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas.

A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo. Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.

UM SONHO...

Eu tenho um sonho

Ver o dia em que um dependente químico poderá falar abertamente da sua condição de portador de uma doença (uma limitação), sem que seja olhado de lado, com desconfiança, receio ou menosprezo. Parece-me difícil. É quase como se a sociedade negasse nossa realidade. Como se negasse nossa existência. Ela, a sociedade, quase clama pelo consumo de drogas. Talvez se aceitasse nos ver, acabaria tendo que admitir o risco desta necessidade. Então repelir o uso de drogas seria roubar um pouco a liberdade de ser inconsequente na busca da abstração em um mundo severo e acre na sua realidade. Talvez sejamos excluídos por sermos a vertente do sonho. O freio de um impulso humano histórico. A âncora de uma navio que se alegra de poder estar à deriva, e resiste a atracar. Olhar-nos como fracos, moralmente questionáveis ou ainda simplesmente como pessoas sem caráter, é uma proteção ideal. Cruel! Serve para a manutenção do poder fugir sem restrições de si mesmo. Do seu próprio mal. Da impotência diante da natureza moralmente questionável, inerente a todo ser humano. Excluir um homem por temer poder ser o que ele é, demonstração de mais uma insanidade social.

TOC: Terapia Cognitiva-Comportamental

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um quadro psíquico incluído nos Transtornos de Ansiedade. Seus sintomas envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), do pensamento (obsessões sobre dúvidas, preocupações excessivas, pensamentos de conteúdo ruim ou impróprio, etc.) e da emoção (medo, aflição, culpa, depressão).



As obsessões – são pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Esses pensamentos invasivos são um fenômeno natural, entretanto, para os indivíduos com TOC são interpretados como indícios de algum risco, gerando muita ansiedade, medo e aflição.

Obsessões mais comuns:
- Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação.
- Dúvidas.
- Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento.
- Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir os outros.
- Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios relacionados ao sexo (idéias sobre comportamento sexual violento, abuso sexual de crianças, homossexualidade, palavras obscenas).
- Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar.
- Preocupação com doenças ou com o corpo.
- Idéias sobre religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias).
- Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças).
- Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis.

Compulsões ou rituais – são comportamentos ou atos mentais e repetitivos, executados em resposta às obsessões. As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade associada às obsessões, levando a pessoa a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão.
Compulsões mais comuns:
- Lavagem ou limpeza.
- Verificações ou controle.
- Repetições ou confirmações.
- Contagens repetitivas.
- Promover a ordem, simetria, seqüência ou alinhamento.
- Acumular, guardar ou colecionar coisas inúteis, poupar ou economizar.
- Compulsões mentais: rezar, repetir palavras, frases, números, fazer listas, tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários.
- Diversas: tocar, olhar, bater de leve, confessar, estalar os dedos.



As compulsões associadas a dúvidas também podem ser mentais, como reler várias vezes um texto, visualizar várias vezes uma cena, etc. Fazem parte das compulsões as atitudes evitativas (evitações).

Evitações – são, com muita freqüência, comportamentos adotados como forma de não desencadear as obsessões evitando-se as situações, objetos ou circunstâncias que geram tais pensamentos e, conseqüentemente, ansiedade.

Evitações mais comuns:
- Não tocar em trincos de portas, ou outro objeto com a mesma conotação.
- Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares.
- Restringir o contato com sofás, cadeiras e etc.

TERAPIAS AOS DEPENDENTES QUÍMICOS.

Tratar dependentes químicos com terapias complementares, não tem como principal objetivo fazer com que o paciente deixe de se drogar, mas sim que ele encontre dentro de si o motivo que o leva às drogas.
As crises de abstinência podem ser tratadas e as dosagens dos remédios podem ser diminuídas com a ajuda das terapias complementares.
Antes de a dependência ser diagnosticada pela observação do comprometimento físico, todos os meridianos, canais de energia, Chakras e glândulas do corpo etérico já foram danificadas.
Os bloqueios da energia causam as doenças físicas, mentais e emocionais, sem falar no comprometimento do perispírito onde se observam rupturas do campo áurico, perdas de energia e embrutecimento do padrão vibracional, facilitando a sintonia com as energias mais primitivas e desarmônicas, que são atraídas como se por um imã.
Estudos já provaram que a dependência química altera os padrões de DNA, desenvolvendo uma memória genética, que coloca o dependente num estado de quarentena constante, onde deve monitorar as substâncias que ingere o padrão de vida, pensamentos, ações, tudo o que possa detonar essa memória.
A energia naturalmente flui dos Chakras chamados inferiores (primeiro, segundo e terceiro) para o cardíaco e deste para os superiores (quinto, sexto, sétimo). As substâncias tóxicas fragmentam esse fluxo. Cada uma delas tem maior afinidade com determinado Chakra, porém com o tempo todos são afetados.
O primeiro Chakra que se torna disfuncional em todo o tipo de dependência, é o cardíaco. Ocorre um distanciamento das relações afetivas saudáveis e naturais e, com isso, acontece o endurecimento do pericárdio (membrana que envolve o coração) e o congelamento das emoções, principalmente no que se refere a trocas afetivas construtivas, pois o binômio dar e receber são substituído por uma situação onde o dependente suga a energia das outras pessoas.
O sentimento de vazio é tão intenso e doloroso, que o dependente necessita disto para sentir-se inteiro. Sente-se abandonado, carente, com um sentimento de inadequação que o isola e faz buscar cada vez mais as substâncias que amorteçam sua dor.
A maconha leva a um estado de alienação afetando principalmente o primeiro Chakra que é o da sobrevivência, da vinculação com a vida, da conexão com a Terra. Ocorre a sensação de que vestir o corpo é algo muito doloroso, assim como estar no aqui e agora.
Acontece também uma diminuição de atividade do sexto Chakra, o Chakra frontal, governado pela glândula pituitária e responsável pela intuição e ligação com o mundo espiritual. Como resultado, ocorrem perda da motivação, lentidão de todo o metabolismo, alterações da habilidade de compreensão e capacidade de avaliação (aumento da agressividade e dificuldades escolares, principalmente em adolescentes).
Por estas explicações se compreende que é fundamental a harmonização dos Chakras.

Para o tratamento acontecer o primeiro passo é admissão da dependência, o autoperdão, o despertar do amor incondicional e da esperança. Culpas, raivas, ressentimentos devem ser limpos e transmutados.
Perdoar a si mesmo, perdoar aos outros, viverem o aqui e o agora e entender que nunca estamos sós, saindo assim da orfandade espiritual e semeando solo fértil para receber ajuda. Abençoar toda experiência de vida boa ou ruim como instrumento de crescimento.
A mudança do sistema de crenças que gerou a dependência é vital, assim como a discussão aberta sobre o vício e suas armadilhas. Ela deve acontecer de dentro para fora. Não se foge da dor, ela tem que ser vista, identificada, acolhida, para só então ser liberada.
Daí a necessidade do acompanhamento psicológico e de um suporte espiritual.
A terapia holística e a complementar proporciona alguns instrumentos que podem auxiliar no tratamento da dependência química: Reiki, Terapia Floral, Acupuntura, Meditação, etc.
A meditação é, por excelencia é um antidoto natural contra a ansiedade e o estresse, dois dos principais fatores que reforçam a vontade de consumir drogas.
A pratica meditativa tem o poder de restituir esta plataforma de paz e harmonia interna. Ela religa a pessoa ao seu centro e à sua essencia. É uma ferramenta que ajudara a alcançar a vitoria final de modo mais facil e com menos sofrimentos.

Diário de Uma Internação

 Lembranças do fundo do poço.
A dor e o desconforto da noite anterior revelam o grau de incapacidade pessoal para enfrentar meus sentimentos, decepções, as perdas e frustrações na realidade vivida com o outro, tão comuns, naturais e freqüentes nas relações sociais do cotidiano. Sempre que minha leitura da realidade aponta o enfrentamento como uma situação incontornável, gera uma inevitável antecipação da possibilidade de dor e sofrimento inerentes a situação.


Esta ameaça à minha estabilidade emocional é produto da vulnerabilidade da perda, que nestes momentos resgata emoções de mágoas e insegurança profundamente encarceradas. Uma distorção tão oculta e desagradável dos meus sentimentos que gostaria de poder esquecê-las, principalmente porque ainda me furtam a oportunidade de viver o desafio de extravasar de forma positiva a raiva que a mágoa provocou e que faz com que eu receie que libertá-la me transforme numa pessoa “ruim”. Na medida em que bloqueio este sentimento de raiva, internalizo um volume poderoso de energia negativa, objetivando tamponar uma imensa quantidade de dor, o que produz um alto custo de sofrimento individual.

Por isto, diante da impossibilidade de exteriorizar esta raiva na direção exata daquilo que produziu a mágoa inicial, procurei serenidade através de exercícios respiratórios e meditação, para reunir as forças que me fizeram entrar em contato direto e intenso com os meus sentimentos. Tais estratégias levaram-me a reflexão sobre todo o processo vivido, procurando entender como evitar o que me levou, de forma tão evidente, a supervalorizar a frustração da expectativa da visita que não veio ontem.

Ainda assim, tive uma péssima noite de sono, entrecortada por diversos pesadelos sempre vinculados a situações de discussões e discórdia com minha esposa a mãe de meu filho.

Apesar da noite mal dormida, hoje acordei bastante bem humorado, embora muito sonolento. Tomei o café da manhã e, logo após, participei das atividades, assisti a palestra do Conselheiro em Dependência Química da clínica sobre o tema RECAÍDA.

Muito proveitosa e esclarecedora, a palestra propiciou-me a oportunidade de reconhecer-me em diversos pontos abordados, tratando de forma simples algumas informações importantes, as quais tento aqui partilhar com os leitores neste valioso espaço de comunicação, debate e esclarecimento sobre o problema das drogas.



RECAÍDA

A Síndrome da Dependência Química é uma doença com bases identificadas, no medo de crescer e no medo da responsabilidade.

A recaída é um processo que culmina com o uso, produz conseqüências emocionais ou psicológicas, cujos extremos podem ser identificados como a retomada do uso, insanidade ou loucura e a morte.

Sinais e Sintomas que denunciam a entrada no processo de recaída:

1. Porre Seco – Irritabilidade e intolerância constantes;
2. Porre Adormecido – Apatia, desmotivação e fuga pelo sono;
3. Desafio e a Grandiosidade – Freqüência a lugares de adicção ativa, companhia de pessoas em adicção ativa e postura de que “acha que sabe tudo.”

Curva da Recaída:

1. Mudança na percepção da doença e das necessidades do tratamento;
2. Antigos padrões de comportamento voltam a ser atuados;
3. Tentativas de impor os seus padrões aos demais;
4. Comportamento compulsivo (sexo, trabalho, compras, jogo, etc.)
5. Atitudes defensivas diante do confronto;
6. Comportamento compulsivo, intempestivo e raiva;
7. Tendência ao isolamento e solidão;
8. Visão de túnel (obsessão)
9. Falta de planejamento construtivo;
10-Fuga através do sono, indiferença;
11-Passa o tempo sonhando acordado;
12-Planos calcados em metas inatingíveis;
13-Pensamento do tipo bem que eu tentei, mas não funcionou, começam a tomar conta;
14-Imaturo desejo de ser feliz;
15-Diferenças e Indiferenças;
16-Confusão mental;
17-Irritabilidade com parentes, amigos e colegas de tratamento;
18-Comportamento explosivo;
19- Hábitos irregulares de alimentação;
20-Sensação de estar sobrecarregado;
21-Incapacidade de cumprir compromissos;
22-Diminui a freqüência às reuniões (A.A., N.A., etc.);
23-Distúrbios do sono.