percurso vida

"Para vencer o medo que temos, necessitamos dos
conhecimentos que ainda não temos. Para conhecer mais, formulamos hipóteses que reforçam nosso medo e nossa curiosidade; insistindo no processo, vamos criando novos medos e preconceitos ou chegamos ao prazer do conhecimento."

percursovida@hotmail.com


"No simples ato de ouvir podemos ajudar e transmitir paz a alguém, por isso fazer o bem pode ser mais fácil do que imaginamos, uma conversa, atenção, uma demonstração de amizade verdadeira, de valorização e apoio, pode ajudar muito alguém que esteja passando por dificuldades. É só pensar nisso e praticar dentro do possível."

Falo pelas minhas palavras e com o meu coração. Não sou nenhum profissional da
área médica, sou um “experiente” dependente químico.












Mudança e crescimento

"Quando alguém nos aponta um defeito de caráter, a nossa primeira reação poderá ser defensiva. (...) Sempre haverá espaço para o crescimento."

Recuperação é um processo que muda nossas vidas. Precisamos mudar se queremos continuar nosso crescimento em direção à liberdade. É importante que tenhamos a mente aberta quando apontam nossos defeitos, porque estão nos dando a oportunidade de mudar e crescer. Reagir defensivamente limita nossa capacidade de receber a ajuda que estão nos oferecendo. Renunciando a nossas defesas, podemos abrir a porta para mudança, crescimento e uma nova liberdade.


Cada dia no processo de recuperação traz a oportunidade para maiores mudanças e crescimento. Quanto mais aprendemos a saudar a mudança com o coração e a mente abertos, mais iremos crescer e mais confortáveis se tornará nossa recuperação.
          Eu irei saudar cada oportunidade de crescimento com a mente aberta.

Dependência é uma doença crônica, com busca e consumo compulsivo de drogas.

Dependência de bebidas alcoólicas - CID f.10.2
Dependência da maconha - CID f.12.2
Dependência da cocaína e ou crak - CID f.14.2
Dependência da nicotina - CID f.17.2


A Dependência Química é um dos transtornos mentais mais comuns, acometendo as mais diversas faixas etárias, porém, mais comumente iniciado na adolescência e juventude. Consumir drogas é uma prática milenar e universal e não há sociedade que não conheça algum tipo de droga com as mais diversas finalidades.
A adolescência é uma etapa do desenvolvimento que suscita grandes preocupações quanto ao consumo de drogas, principalmente por conta da vulnerabilidade à todo tipo de influência e frustrações. As causas da dependência aparentemente são múltiplas, desde genéticas, culturais, até vivenciais, o tratamento é dificílimo e o prejuízo na vida pessoal do dependente é incalculável.

INDENTIFICANDO UM DEPENDENTE.

Um dos grandes problemas deste século é a dependência química. Quando falamos em dependência química falamos do abuso de substâncias psicoativas, isto é, toda droga que altera o humor e o comportamento do indivíduo.

Parece que quase toda cultura permite, tolera e considera o uso de drogas. Mas o que são drogas? Do ponto de vista psicológico, drogas são agentes modificadores do comportamento, também um hábito e atitude social tolerados em muitas circunstâncias. Existe uma diferença, contudo, entre uso da droga como lazer e o abuso dela. Abuso e dependência passam a ser um obstáculo sério ao ajustamento social, um problema no ambiente de trabalho, um agente destruidor na família e nas relações sem mencionar os danos causados à saúde.

“A dependência química – que cresce de modo assustador – é responsável por problemas sociais sérios: desemprego, acidentes de trabalho, prostituição, hospitais e prisões superpopulosas e violência na família”.

A Dependência Química se classifica como um estado mental e, muitas vezes físico que resulta da interação entre um organismo vivo e uma droga psicoativa. A dependência sempre inclui uma compulsão de usar a droga para experimentar seu efeito psíquico ou evitar o desconforto provocado por sua ausência.

Neste contexto devemos observar que existem duas dependências: física e psíquica. A dependência física é um estado de adaptação do corpo manifestado por transtornos físicos quando o uso da substancia é interrompido, um dos indicativos de estar ocorrendo uma dependência física é a manifestação de síndrome de abstinência que surge com a suspensão da substancia no organismo.

A dependência psíquica é constituída pela compulsão ao uso da droga, buscando o individuo a obtenção do prazer ou a diminuição de algum desconforto. Geralmente quando o individuo não obtém a droga experimenta ansiedade, irritação, insônia e um desconforto geral.

Quando a dependência se estabelece é comum perceber os seguintes sintomas:

• Tolerância à droga – doses maiores para se obter o mesmo efeito inicial;

• Redução dos interesses do individuo por questões não relacionadas à droga, passando o sujeito a dedicar todo seu tempo e energia para localizar, adquirir e consumir a droga;

• Diminuição da auto-estima - ocorre associada à redução de interesses, a deterioração dos cuidados consigo mesmo (a isso inclui necessidades básicas como higiene, alimentação, sono), perda de vínculos sociais (que não estão relacionados à droga) e envolvimento em atividades criminosas para obter a droga (pequenos furtos, inclusive);

• Dificuldades em administrar sua vida financeira;

• Perda do auto-respeito;

• Sentimentos de vazio;

• Hostilidade e agressividade excessiva com familiares;

• Apatia;

• Isolamento;

• Falta de motivação para trabalho, atividades como esportes, estudo e etc;

• Grau de insatisfação muito grande e um espírito crítico acentuado;

• Depressão;

• Vida sexual promíscua – fator importante para a contaminação com DST;

É importante ressaltar que a relação que o individuo tem com a substancia é de suma importância, a aparição de alguns destes sintomas não classifica per si um dependente químico. Em todos os casos é sempre indicado à procura de profissionais qualificados para a avaliação e tratamento dos mesmos. A dependência química é uma doença multifacetada e para isso necessita de equipe multidisciplinar como médicos, psicólogos, assistentes sociais e etc para uma melhor condução e tratamento.

Você terá todo tempo necessário para se decidir.

 Se você for como muitos de nós, quando assistiram sua primeira reunião de NA, você podeestar bem nervoso e pensando que todos na reunião estão prestando atenção em você. Neste caso,você não é o único. Muitos de nós sentiram o mesmo. Já foi dito que “se o seu estômago está todo embrulhado, provavelmente você está no lugar certo”. Freqüentemente dizemos que ninguém chega a NA por engano. Pessoas não adictas não ficam se questionando se são adictas. Elas nem pensam nisso. Se você está se perguntando se é ou não um adicto, você pode ser um. Apenas se dê um tempo para nos escutar partilhar o que aconteceu conosco. Talvez você ouça algo que lhe soe familiar. Não importa se você usou ou não as mesmas drogas que os outros mencionam. Não é importante quais as drogas que você usou, aqui você é bem‐vindo se você quiser parar de usar.
A maioria dos adictos experimentam sentimentos muito semelhantes. E é focalizando nossas
semelhanças, e não nossas diferenças, que ajudamos uns aos outros.



Você pode estar se sentindo assustado e sem esperança. Você pode pensar que este programa,como as outras coisas que você já tentou, não vai funcionar. Você também pode pensar que vai funcionar para outra pessoa, mas não para você, porque você sente que é diferente de nós. A maioria de nós se sentiu assim, quando veio pela primeira vez a NA. De algum modo, sabíamos que não podíamos continuar usando drogas, mas não sabíamos como parar ou como nos mantermos limpos. Todos nós estávamos com medo de abrir mão de algo que tinha se tornado tão importante para nós. É um alívio descobrir que o único requisito para ser membro de NA é odesejo de parar de usar.
A princípio, a maioria de nós estava desconfiada e com medo de tentar uma nova maneira de
agir. Só tínhamos certeza de que não estava mesmo dando certo da nossa velha maneira. E  mesmo depois de ficarmos limpos, as coisas não mudaram imediatamente. Freqüentemente, até nossas atividades comuns, como dirigir ou usar o telefone, pareceram assustadoras e estranhas,como se nós nos tivéssemos tornado alguém que não reconhecíamos. É aí que o companheirismo e o apoio de outros adictos limpos realmente ajudam. Começamos então a contar com os outros para renovar um sentido de confiança de que tão desesperadamente precisamos.
Você já pode estar pensando: “Sim, mas…” ou “Se…?”. Entretanto, mesmo se você tiver
dúvidas, você pode seguir estas simples sugestões para começar: assista quantas reuniões de NA
você puder e faça uma lista de números de telefone para usar regularmente, principalmente
quando a vontade de usar drogas for forte. A tentação não se restringe aos dias e horários de
reuniões. Estamos limpos hoje porque procuramos ajuda. O que nos ajudou pode ajudar você.
Por isso, não tenha medo de ligar para outro adicto em recuperação.
A única maneira de não voltar à adicção ativa é não tomar aquela primeira droga. O mais
natural para um adicto é usar drogas. Para nos abstermos de usar substâncias químicas que
modificassem o ânimo e alterassem a mente, a maioria de nós teve que passar por drásticas
mudanças físicas, mentais, emocionais e espirituais. Os Doze Passos de NA oferecem‐nos uma
maneira de mudar. Como alguém disse: “Provavelmente você pode ficar limpo apenas
 freqüentando as reuniões. Mas se você quiser manter‐se limpo e vivenciar a recuperação, você precisará praticar os Doze Passos.” Isto está além do que nós podemos fazer sozinhos. Na
Irmandade de NA, nós apoiamos uns aos outros em nossos esforços para aprender e praticar
uma nova maneira de viver, que nos mantém saudáveis e livres das drogas.
Na sua primeira reunião você encontrará pessoas com diferentes períodos de tempo limpo.
Você poderá ficar admirado como elas puderam continuar limpas por tanto tempo. Se você
continuar freqüentando reuniões de NA e se mantiver limpo, você virá a entender como
funciona. Existe um respeito e carinho entre os adictos limpos, porque todos nós tivemos que
superar a miséria da adicção. Amamos e apoiamos uns aos outros em nossa recuperação. O
programa de NA é composto por princípios espirituais que nos ajudam a continuarmos limpos.

 Nada lhe será exigido, mas você receberá muitas sugestões. Esta Irmandade nos oferece oportunidade de lhe dar o que nós encontramos: uma maneira limpa de viver. Sabemos que
temos que “dar para poder mantê‐la”.
Então, bem‐vindo! Estamos contentes que você conseguiu chegar aqui, e esperamos que
decida ficar. É importante você saber que vai ouvir falar em Deus nas reuniões de NA. Nós nos
referimos a um Poder maior do que nós, que torna possível o que parece impossível. Nós
encontramos esse Poder aqui em NA, no programa, nas reuniões e nas pessoas. Este é o princípio
espiritual que tem funcionado para vivermos livres das drogas um dia de cada vez; e quando um
dia for tempo demais, então que sejam cinco minutos de cada vez. Juntos podemos fazer o que
não podíamos fazer sozinhos. Nós o convidamos a usar nossa força e nossa esperança até que
você tenha encontrado alguma em você mesmo. Chegará o momento em que você também possa
querer partilhar com alguém o que lhe foi dado livremente.



CONTINUE VOLTANDO — FUNCIONA!

Este folheto foi escrito para responder algumas das suas perguntas a respeito do Programa de Narcóticos
Anônimos. Nossa mensagem é muito simples: encontramos uma maneira de viver sem usar drogas e
estamos felizes em partilhá
la com qualquer pessoa que tenha problema com drogas.

Tradução de literatura aprovada pela Irmandade de NA.

Copyright © 1993 by

Narcotics Anonymous World Services, Inc.

Todos os direitos reservados.

O que é Dependência Química?

Dependência química é:
A DEPENDÊNCIA de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança... quando não o é!

"QUÍMICA" se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separem das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.





UMA DOENÇA:
A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doenças. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial. Por definição, como o diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso. Exatamente da mesma maneira que poderíamos cobrar o diabético ou o cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.


UMA DOENÇA DE MÚLTIPLAS CAUSAS:
As dependências químicas não têm uma causa única, mas sim, são o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa. Por exemplo, existe uma predisposição física e emocional para a dependência, própria do indivíduo. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma série de problemas sociais, familiares, sexuais, profissionais, emocionais, religiosos etc., que são conseqüência e não causa de seu problema. Portanto, as causas são internas, não externas. Problemas de vida não geram dependência química.


UMA DOENÇA COM MÚLTIPLAS REPERCUSSÕES:
Como já dissemos, a dependência química gera inúmeros problemas sociais, familiares, físicos etc.


UMA DOENÇA PROGRESSIVA:
Sem tratamento adequado, as dependências químicas tendem a piorar cada vez mais com o passar do tempo.







UMA DOENÇA CRÔNICA INCURÁVEL:
O dependente químico, esteja ou não em recuperação, esteja ou não bebendo ou usando outras drogas, sempre foi e sempre será um dependente. Não existe cura para a dependência: nunca o paciente poderá beber ou usar outras drogas de maneira controlada. Como o diabete, não existe cura: sempre será diabético ou dependente.

UMA DOENÇA TRATÁVEL:
Apesar de nunca mais poder usar álcool ou outras drogas de maneira "social" ou "recreativa", da mesma maneira que um diabético nunca vai poder comer açúcar em quantidade, o dependente, se aceitar e realmente se engajar no tratamento, pode viver muito bem sem a droga e sem as conseqüências da dependência ativa. É importante notar que qualquer avanço em termos de recuperação depende de um real e sincero desejo do paciente: ninguém "trata" o dependente se ele não quiser se tratar.


UMA DOENÇA FAMILIAR:
O convívio com o dependente faz com que os familiares adoeçam emocionalmente, sendo necessário que o familiar também se trate, e, ao mesmo tempo, receba orientações a respeito de como lidar com o dependente, como lidar com seus sentimentos em relação ao dependente, o que fazer, o que não fazer, e sobre como proteger a si e aos demais membros da família de problemas emocionais causados pela doença do dependente. Muitas vezes, os familiares se assustam quando a gente fala que também eles necessitam de tratamento; ninguém quer ser chamado de doente. No entanto, todos os familiares de dependentes que encontramos durante nossa vida profissional nos relataram pelo menos alguma conseqüência ou problema relacionado à dependência de uma pessoa próxima. Do nosso ponto de vista, quanto mais tempo o dependente e o familiar levarem para admitir a real necessidade de ajuda, maior tempo sofrerão.
A experiência de um adicto

com aceitação, fé e compromisso

Quando vim para o programa de NA havia identificado meu problema — tinha o desejo de

parar de usar, mas não sabia como. Devido à natureza da adicção, toda minha personalidade

estava voltada para conseguir, usar e encontrar maneiras e meios de conseguir mais. Todos os

traços de minha personalidade reforçavam esta auto
obsessão. Totalmente egocêntrico, tentava

dirigir minha vida manipulando pessoas e situações para meu proveito. Tinha perdido todo o

controle. A obsessão forçava
me a usar drogas repetidas vezes, contra minha própria vontade,

sabendo que era autodestrutivo e contra o meu instinto básico de sobrevivência. Insano e me

sentindo desesperadamente desamparado, desisti de lutar e aceitei que era um adicto — que

estava totalmente incontrolável e que era impotente perante a doença. Minha força de vontade

não podia mudar meu corpo doente que compulsivamente exigia mais drogas. Meu autocontrole

não conseguia modificar minha mente adoecida, obcecada pela idéia de usar alteradores do

ânimo para fugir da realidade. Nem mesmo meus ideais mais elevados podiam mudar meu

espírito doente — dissimulado, manipulador e totalmente egoísta. Tão logo fui capaz de aceitar a

realidade da minha fraqueza, não precisei mais usar drogas. Esta aceitação de minha condição —

minha impotência perante a adicção e perda de controle sobre a minha vida era a chave para a

minha recuperação.

Em NA, com a ajuda dos adictos em recuperação, eu me abstive de usar drogas um minuto,

uma hora, um dia de cada vez. Ainda queria estar drogado. A vida sem as drogas parecia

intolerável. Parar de usar drogas me deixou ainda mais desesperado do que antes e para lidar

com estes sentimentos minha mente dizia para usar drogas novamente. A aceitação de minha

impotência e do descontrole da minha vida fizeram com que eu necessitasse de um poder mais

forte do que minha doença para mudar minha natureza autodestrutiva. As pessoas que conheci

nas reuniões diziam
me que tinham encontrado no programa de NA, um poder maior que sua

adicção. Essas pessoas estavam limpas há meses ou anos e nem mesmo queriam usar mais.

Diziam
me que eu também conseguiria perder o desejo de usar drogas vivendo o programa de

NA. Eu não tinha outra escolha senão acreditar nelas. Já havia tentado médicos, psiquiatras,

hospitais, clínicas para doentes mentais, mudanças de empregos, casamentos, divórcios; tudo

tinha falhado. Parecia não haver esperança, mas em NA eu a encontrei. Conheci adictos se

recuperando de sua doença. Comecei a acreditar que poderia aprender a viver sem as drogas.

Em NA encontrei a fé de que precisava para começar a mudar.

Nesta altura já tinha parado de usar drogas e, sem muita convicção, pensava que podia

continuar na abstinência. Ainda pensava e sentia como um adicto, apenas não usava drogas.

Minha personalidade e caráter continuavam os mesmos de sempre. Tudo em mim reforçava

minha autodestruição. Precisava mudar ou poderia voltar a usar drogas outra vez. Havia

aceitado minha condição e acreditava que poderia me recuperar. Para fazer isto, tive que me

comprometer totalmente com os princípios espirituais do programa de NA.

Com a ajuda de meu padrinho, decidi entregar minha vida e minha vontade a Deus, como eu

compreendo Deus. Esta decisão exige uma aceitação contínua, fé sempre crescente e um

compromisso diário com a recuperação. A decisão de entregar minha vida e vontade a Deus

exigia que olhasse para mim e realmente tentasse mudar minha maneira de lidar com a realidade.

Esta entrega trouxe honestidade para minha vida. É assim que o programa de NA funciona para

mim: aceito minha doença, desenvolvo a fé de que o Programa pode me mudar e me

comprometo com os princípios espirituais de recuperação.

Agora preciso agir. Se eu não mudar ficarei infeliz e voltarei a usar drogas. As ações sugeridas

pelo programa de NA podem mudar minha personalidade e caráter. Avalio minha vida com

sinceridade, escrevo o que tenho feito e como tenho me sentido. Revelo
me totalmente ao meu

Deus e a outro ser humano, contando todos os meus medos, raivas e ressentimentos mais

secretos. Ao fazer isso, o passado deixa de controlar minha vida e sou libertado para viver meus

ideais de hoje. Começo a me comportar de modo diferente, e estou pronto para ser transformado

por meu Deus na pessoa que Ele quer que eu seja.

Comecei a construir uma razoável auto
imagem, baseada na realidade, ao pedir que fossem

removidos os meus defeitos de caráter.

Ao reparar os danos que causei a outras pessoas, aprendi como perdoar a mim e aos outros.

Regularmente, revejo meu comportamento e corrijo meus erros, logo que possível.

Continuamente, estou desenvolvendo e expandindo a confiança e a fé nos princípios espirituais.

Dou aos outros, partilhando sobre mim mesmo, e sobre nosso programa, tentando viver os

princípios que aprendi.

Estes Doze Passos têm me permitido parar de usar, tirando
me o desejo de usar e me dando

uma nova maneira de viver.

Sou um adicto?

só você pode responder a esta pergunta.

Isto pode não ser fácil. Durante todo o tempo em que usamos drogas, quantas vezes dissemos

“eu consigo controlar”. Mesmo que isto fosse verdade no princípio, não é mais agora. As drogas

nos controlavam. Vivíamos para usar e usávamos para viver. Um adicto é simplesmente uma

pessoa cuja vida é controlada pelas drogas.

Talvez você admita que tenha problema com drogas, mas não se considere um adicto. Todos

nós temos idéias preconcebidas sobre o que é um adicto. Não há nada de vergonhoso em ser um

adicto, desde que você comece a agir positivamente. Se você pode se identificar com nossos

problemas talvez possa se identificar com a nossa solução. As perguntas que se seguem foram

escritas por adictos em recuperação em Narcóticos Anônimos. Se você tem alguma dúvida

quanto a ser ou não um adicto, dedique alguns momentos à leitura das perguntas abaixo e

responda as o mais honestamente possível.



1. Alguma vez você já usou drogas sozinho?
Sim 􀁔 Não 􀁔
2. Alguma vez você substituiu uma droga por outra,

pensando que uma em particular era o problema? Sim 􀁔 Não 􀁔
3. Alguma vez você manipulou ou mentiu ao médico para

obter drogas que necessitam de receita? Sim 􀁔 Não 􀁔

4. Você já roubou drogas ou roubou para conseguir drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

5. Você usa regularmente uma droga quando acorda

ou quando vai dormir? Sim 􀁔 Não 􀁔

6. Você já usou uma droga para rebater os efeitos de outra? Sim 􀁔 Não 􀁔

7. Você evita pessoas ou lugares que não aprovam

o seu consumo de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

8. Você já usou uma droga sem saber o que era

ou quais eram seus efeitos? Sim 􀁔 Não 􀁔

9. Alguma vez o seu desempenho no trabalho ou na escola

foi prejudicado pelo seu consumo de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

10. Alguma vez você foi preso em conseqüência do seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

11. Alguma vez mentiu sobre o quê ou quanto você usava? Sim 􀁔 Não 􀁔

12. Você coloca a compra de drogas à frente

das suas responsabilidades? Sim 􀁔 Não 􀁔

13. Você já tentou parar ou controlar seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

14. Você já esteve na prisão, hospital ou centro

de reabilitação devido a seu uso? Sim 􀁔 Não 􀁔

15. O uso de drogas interfere em seu sono ou alimentação? Sim 􀁔 Não 􀁔

16. A idéia de ficar sem drogas o assusta? Sim 􀁔 Não 􀁔

17. Você acha impossível viver sem drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

18. Em algum momento você questionou sua sanidade? Sim 􀁔 Não 􀁔

19. O consumo de drogas está tornando sua vida infeliz em casa? Sim 􀁔 Não 􀁔

20. Você já pensou que não conseguiria se adequar

ou se divertir sem drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

21. Você já se sentiu na defensiva, culpado ou envergonhado

por seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

22. Você pensa muito em drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

23. Você já teve medos irracionais ou indefiníveis? Sim 􀁔 Não 􀁔

24. O uso de drogas afetou seus relacionamentos sexuais? Sim 􀁔 Não 􀁔

25. Você já tomou drogas que não eram de sua preferência? Sim 􀁔 Não 􀁔

26. Alguma vez você usou drogas devido a dor emocional ou “stress”? Sim 􀁔 Não 􀁔

27. Você já teve uma “overdose”? Sim 􀁔 Não 􀁔

28. Você continua usando, apesar das conseqüências negativas? Sim 􀁔 Não 􀁔

29. Você pensa que talvez possa ter problema com drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

Sou um adicto? Esta é uma pergunta que só você pode responder. Descobrimos que todos nós

respondemos “sim” a um número diferente de perguntas. O número de respostas positivas não é

tão importante quanto aquilo que sentíamos e a maneira como a adicção tinha afetado nossas

vidas.

Algumas destas perguntas nem ao menos mencionam drogas. A adicção é uma doença

traiçoeira que afeta todas as áreas de nossas vidas, mesmo aquelas que a princípio não parecem

ter muito a ver com drogas. As diferentes drogas que usávamos não eram tão importantes

quanto os motivos pelos quais usávamos ou o que elas faziam conosco.

Quando lemos estas perguntas pela primeira vez, assustou
nos pensar que poderíamos ser

adictos. Alguns de nós tentaram livrar
se desses pensamentos dizendo:

“Ora, essas perguntas não fazem sentido.”

Ou

“Eu sou diferente. Eu sei que tomo drogas, mas não sou um adicto. O que tenho são

problemas emocionais/familiares/profissionais.”

Ou

“Eu estou apenas passando por uma fase difícil.”

Ou

“Eu serei capaz de parar quando encontrar a pessoa certa/o trabalho certo, etc.!”

Se você é um adicto, precisa primeiro admitir que tem problema com drogas antes de fazer

qualquer progresso no sentido da recuperação. Estas perguntas, quando respondidas

honestamente, podem lhe mostrar como o uso de drogas tem tornado sua vida incontrolável. A

adicção é uma doença que, sem a recuperação, termina em prisão, instituições e morte. Muitos

de nós vieram para Narcóticos Anônimos porque as drogas haviam deixado de fazer o efeito que

precisavam. A adicção leva nosso orgulho, auto
estima, família, entes queridos e até mesmo

nosso desejo de viver. Se você não chegou a esse ponto com sua adicção, não precisa chegar.

Descobrimos que nosso inferno particular estava dentro de nós. Se você quer ajuda, pode

encontrá
la na Irmandade de Narcóticos Anônimos.

“Estávamos buscando uma resposta quando estendemos a mão e encontramos Narcóticos

Anônimos. Viemos à nossa primeira reunião de NA derrotados e não sabíamos o que esperar.

Depois de assistirmos a uma ou várias reuniões, começamos a sentir que as pessoas se

interessavam e queriam nos ajudar. Embora pensássemos que nunca seríamos capazes, as

pessoas na Irmandade nos deram esperança, insistindo que poderíamos nos recuperar. Entre

outros adictos em recuperação, compreendemos que não estávamos mais sozinhos. Recuperação

é o que acontece em nossas reuniões. Nossas vidas estão em jogo. Descobrimos que, ao

colocarmos a recuperação em primeiro lugar, o programa funciona. Enfrentamos três realidades

perturbadoras:

1. Somos impotentes perante a adicção e nossas vidas estão incontroláveis;

2. Embora não sejamos responsáveis por nossa doença, somos responsáveis pela nossa

recuperação;

3. Não podemos mais culpar pessoas, lugares e coisas por nossa adicção. Devemos encarar

nossos problemas e nossos sentimentos.

A principal arma da recuperação é o adicto em recuperação.”


álcool é droga.

Informação ao público e o membro de NA

Levar a mensagem de NA tem sido uma parte na recuperação de muitos de nossos membros e
tem ajudado alguns de nós a descobrir e desenvolver nossas habilidades. A mensagem de

recuperação de NA pode atingir muitas pessoas com nosso apoio. Participar do subcomitê de IP

dá a você a chance de fazer uma mudança positiva na vida dos outros.
O que é informação ao público?

A função do subcomitê de IP é assegurar que uma informação clara e precisa sobre NA esteja

disponível ao público. A procura de informações sobre nossa irmandade é maior do que nunca.

Fazer parte de um subcomitê que traz o adicto que ainda sofre para dentro da irmandade é uma

gratificação que não pode ser expressada, apenas vivenciada.
Qual é a responsabilidade do membro de NA?

Nós precisamos aceitar nossa responsabilidade pelo nosso comportamento em público

quando nos identificamos como membros de NA. Isso é uma forma de informação ao público.

Cada um de nós pode ser visto como um representante de NA para aqueles que não estão

familiarizados com o nosso programa. A forma que mantemos as dependências de nossas

reuniões e atividades afeta como o público vê NA como um todo.

Outra forma de serviço de informação ao público ocorre quando são feitos pedidos para

informação e apresentação sobre NA. Quando um pedido é feito, um membro do subcomitê de

IP deve ser levado ao representante de serviços do grupo (RSG) ou ao representante da área. Nós

lidamos com pedidos dessa maneira porque cada pedido merece atenção imediata e apropriada.

Quando você recebe um pedido de IP, lembre
se que isso não é um pedido pessoal, mas um

pedido para Narcóticos Anônimos como um todo.
Qual a importância do anonimato?

Esse é um programa que fala de “nós”, em informação ao público a concepção que “Eu não

posso, nós podemos” é vital. Nosso fundamento espiritual de anonimato pode ser seriamente

prejudicado por membros agindo independentemente.

Nós não damos nossos sobrenomes e não aparecemos na mídia como membros de Narcóticos

Anônimos. Faz parte do nosso programa espiritual de recuperação evitarmos promoção pessoal

em favor de um estilo mais humilde de serviço. Na nossa experiência, membros que se tornam

“estrelas da mídia”, utilizando para isso sua participação em NA, correm o risco de colocarem o

fundamento espiritual de recuperação em perigo, dando ao público uma visão incorreta da

recuperação em NA.
Como os membros se envolvem?

Cada membro tem um lugar no subcomitê de informação ao público. IP dá valor e precisa das

suas informações, sugestões, avaliação e participação. Nós convidamos você abertamente a vir à

uma reunião do subcomitê de IP. Como a maioria dos subcomitês de serviços, IP sempre precisa

de mãos e mentes com boa vontade.
Como o trabalho é feito?

Grupos frequentemente se reúnem para formar um comitê de serviços da área (CSA). Serviços

de informação ao público são prestados por um subcomitê do CSA. O comitê de IP recebe

pedidos para informação de várias fontes diferentes, como indivíduos, agência e mídia.

Algumas maneiras de como prestamos informação ao público incluem:

1. Enviando os oradores a pedidos de igrejas, organizações civis, escolas ou da mídia.

2. Desenvolver e distribuir cartazes, panfletos e outros anúncios que informem ao público

sobre como nos contatar.

3. Reuniões de aprendizagem e oficinas.

4. Enviando listas de endereços de reuniões, cartas informativas e panfletos para pessoas que

possam entrar em contato com adictos.

5. Cooperando com o subcomitê de Hospitais e Instituições (H&I) em projetos

complementares.

6. Em locais onde não existe uma linha telefônica ou um escritório de subcomitês, um

subcomitê de IP pode ser responsável pela operação da linha de ajuda.

Para envolver
se em qualquer uma dessas atividades fale com o RSG ou alguém do seu

subcomitê de IP local. “Nós não podemos manter o que temos se não partilharmos”. O

subcomitê de informação ao público nos permite fazer exatamente isso.

Álcool, Drogas e Carnaval

 

Com a proximidade do Carnaval, o Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas (COMAD), refaz o alerta sobre o uso indevido e abuso de álcool e outras drogas neste período. Movidos por uma comoção social, além de um apelo cultural de que “carnaval tudo pode, tudo acontece”, ressalta-se a problemática de que muitos jovens iniciam o uso de substâncias psicoativas neste período do ano.

Em especial o álcool, inalantes e drogas sintéticas, são escolhidos para apimentar a diversão. Mas para tanto se faz o seguinte alerta :

• Os inalantes (lança perfume, cola de sapateiro, cheirinho de loló, entre outras), são drogas que causam dependência e diversos prejuízos a saúde, podendo resultar na destruição de neurônios, provocando perda de reflexos, dificuldade de concentração, déficit de memória e até mesmo morte súbita.

• As drogas sintéticas (Ecstasy, LSD entre outras), atingem o sistema nervoso central, fazendo com que órgãos como coração, rins e fígado sejam sobrecarregados. Os efeitos são incontroláveis e imprevisíveis. Não é possível determinar quanto e quais serão os efeitos, nem tão pouco sua duração total, isso faz com que o risco de morte possa ser eminente.

• E os efeitos do uso abusivo do álcool não irão trazer diversão, pelo contrário, pode causar acidentes de trânsito, violência, além de prejuízos físicos.

Cada organismo corresponde de uma forma específica ao uso de qualquer substância psicoativa, e não é possível determinar quem ficará dependente ou não.  “o único controle que qualquer pessoa tem sobre a droga é o de não experimentá-la.”



Portanto, o alerta é de que não se arrisque. Brinque o carnaval de forma saudável, sem drogas ou bebidas, pois a alegria deve ser de explorar as emoções e não de anestesiá-las.

Bom Carnaval a Todos!

Nova droga? A última “tendência” entre jovens americanos é fumar e cheirar doces amassados

 



O comportamento está virando uma verdadeira ‘modinha’ causando preocupação em especialistas.
A última “tendência” entre jovens e adolescentes americanos é o chamado Smoking Smarties. A prática refere-se ao hábito de amassar alguns tipos de doces para então cheirá-los ou fumá-los. Especialistas americanos em novas drogas estão preocupados e planejam uma ação para conscientizar os pais. Segundo pesquisas de órgãos oficiais, o Smoking Smarties está se espalhando rapidamente.
O alvo principal são os estudantes do ensino médio que estão usando balas e doces como o Smarties (uma marca bastante famosa, com vários produtos de bomboniere) e Pixy Stix (uma espécie de canudo com chocolate em pó). Outra prática que está crescendo é o hábito de usar o Kool Aid (um tipo de pó para refresco) para inalação.
Segundo Carol Williams, coordenadora do projeto Shelby Country Drug Free Coalition Project Safe Place Programs of Family Connection, as crianças estão literalmente inalando açúcar. Apesar de não agir como narcótico, ele está sendo inalado em grandes quantidades o que pode ocasionar uma série de doenças.
Os fabricantes dos produtos estão inquietos com este hábito. Através de consultoria com médicos, informaram em nota que este comportamento pode provocar infecções nos seios da face e do sistema respiratório superior, uma vez que a poeira de açúcar em pó está entrando diretamente nas cavidades nasais. Este, no entanto, não é o que os pedagogos mais temem. O hábito de “brincar” de cheirar e fumar pode levar os jovens a buscarem drogas de verdade, atrás de novas experimentações.
Carol Williams comenta que conheceu a prática há 3 anos quando um estudante perguntou se fumar Smarties fazia mal. De lá pra cá cresceu muito o número de pessoas que estão praticando este ato deplorável, com vídeos espalhados em centenas de sites pela internet, alguns contém tutoriais ensinando passo a passo como triturar, enrolar e fumar.
Em nota oficial a Smarties Candy Company condenou a prática, através do vice-presidente da companhia, Eric H. Ostrow. Segundo ele, os pais precisam ficar mais atentos sobre o comportamento de seus filhos, dando orientações sobre os efeitos nocivos de drogas e substâncias viciantes.

Por que jovens estão pingando vodka nos olhos?




Baixa autoestima está entre os principais fatores para o cultivo desse hábito
  Resposta: Colocar vodka diretamente nos olhos, prática conhecida como “vodka eyeballing” tem ganhado popularidade e adeptos jovens em vários locais do mundo, especialmente durante festas e noitadas.
De acordo com registros de usuários, a prática supostamente induz um estado de “euforia” mais rapidamente do que quando ingerida. No entanto, a verdade é que o álcool provoca reação inflamatória aguda intensa nos olhos os quais absorvem muito pouco da substância. Além disso, muitos jovens que se utilizam dessa prática comumente já fizeram uso de notáveis quantidades de bebidas alcoólicas pela via convencional no mesmo período.

Além da reação inflamatória aguda, lesões ulcerosas da córnea e esclerótica (branco dos olhos) têm sido verificadas. Como repercussões graves dessa prática, a redução da acuidade visual, dor aguda e crônica e cegueira devem ser apontadas veementemente.



De fato, embora assustadora em todos os aspectos, essa prática tem sido realizada por jovens e adolescentes. Trata-se, na verdade, de mais um tipo de comportamento de alto risco assumido por diferentes pessoas. A tarefa de explicar as razões dos comportamentos de alto risco praticados por jovens não é simples e nem tampouco fácil, já que inúmeros fatores psicossociais, psicológicos e neurobiológicos comumente misturam-se gerando resultados bastante insatisfatórios.

Comportamentos de alto risco significam aqueles que podem gerar efeitos adversos sobre o desenvolvimento global e o bem-estar do jovem, ou mesmo que podem evitar a adequada e saudável evolução do mesmo. Esses comportamentos incluem aqueles que provocam imediato dano físico/psicológico bem como aqueles com efeitos negativos cumulativos. Tendo em vista que os comportamentos de risco podem impactar negativamente a vida do jovem bem como a daqueles que o cercam, é essencial que pais, educadores, médicos e psicólogos estejam sempre conscientes do (re-) surgimento de (velhos e) novos problemas, dos fatores que presumivelmente os geram e sobre o que pode ser feito para combatê-los.
Comportamento de alto risco
Dentre vários grupos de comportamentos de alto risco prevalentes entre jovens, citam-se: consumo de álcool e outras drogas, comportamentos sexuais de risco e comportamentos violentos (incluindo suicídio). O consumo inadequado de substâncias psicoativas é comportamento que gera tanto problemas imediatos quanto tardios. Beber e utilizar outras drogas têm sido associados com acidentes de trânsito, violência física e sexual, interações sociais problemáticas, suicídio, homicídio e várias doenças.

Apesar de tarefa extremamente árdua, estudos têm identificado fatores que predispõem jovens a esses tipos de comportamentos. No nível individual, aqueles jovens com baixa autoestima, pobre engajamento nos estudos, poucas aspirações profissionais e envolvidos com jovens de comportamentos negativos estão em maior risco. Fatores familiares incluem pobre comunicação pais-jovens, baixo monitoramento parental, falta de suporte familiar e psicossocial. Não surpreendentemente, quando pais engajam em comportamentos de risco, a chance dos seus filhos seguirem seus passos é alta e significativa. Como variáveis extrafamiliares podemos citar: pressão de amigos, inadequado ou negativo clima escolar e efeito “vizinhança”.

Pesquisas têm demonstrado que apesar da adolescência ser um período marcado por “tempestades afetivas” e estresse emocional, o relacionamento com os familiares é bastante valorizado pelos próprios jovens. Para muitos observadores, o que de fato ocorre entre muitos adolescentes/familiares é a busca pela renegociação do relacionamento, ao invés de uma quebra propriamente dita. Essa renegociação é natural e essencial à medida que o jovem vai crescendo, organizando sua capacidade de julgamento, autodisciplina e independência.

Algumas estratégias que os pais podem assumir nessa fase são:

a) Não subestime e desconsidere o que o seu filho está dizendo. Quando você considerar que o adolescente está errado, exponha suas idéias e converse com ele sobre as suas e as dele. Tenha certeza de que você o está ouvindo também;

b) Conversar com o filho jovem não precisa ter hora marcada. Muitas vezes, essas conversas ocorrem durante atividades compartilhadas entre você e ele (fazendo compras, preparando uma refeição, caminhando juntos etc);

c) Comunique claramente os seus valores, mesmo que sejam desconfortáveis para os seus filhos;

d) Segurança é uma questão não negociável. Portanto, as regras devem ser extremamente claras nesse sentido;

e) Ajude os filhos aprenderem com a experiência;

f) Encoraje atividades positivas e saudáveis.
Como está a formação de seu filho?
Abaixo, forneço um quadro com 30 assertivas que tratam sobre vivências de suporte, limites, competência social, valores e educação entre jovens. Este documento foi desenvolvido pelo Search Institute of the University of Nebraska. Seu filho e você podem apontar como “verdadeira” ou “falsa” cada assertiva individualmente e, depois, comparar as respostas e discutir o resultado amigavelmente.
Apoio

1. O jovem recebe muito apoio e amor dos seus familiares.

2. O jovem vê seus pais como acessíveis fontes para conselho e apoio.

3. O jovem frequentemente conversa sobre questões íntimas com os seus pais.

4. O jovem comumente acessa outros adultos (que não os pais) para conselho e apoio.

5. O jovem frequentemente conversa sobre questões íntimas com outros adultos (que não os pais);

6. Os pais são engajados no sucesso do jovem na escola.

7. A escola proporciona ambiente acolhedor e encorajador.

Limites

8. Os pais têm claros posicionamentos sobre regras de conduta.

9. Os pais disciplinam seus filhos quando esses quebram as regras.

10. Os pais procuram sempre saber onde seus filhos estão, bem como com quem;

11. O adolescente sai para divertir-se cerca de três noites ou menos por semana;

12. Os melhores amigos do adolescente apresentam comportamento responsável.

Consumo de tempo

13. O adolescente gasta pelo menos três horas por semana, envolvido com músicas, banda musical, outras atividades artísticas;

14. O adolescente gasta pelo menos três horas por semana, envolvido com atividades esportivas;

15. O adolescente gasta pelo menos uma horas por semana, envolvido com atividades organizacionais, clubes (fora da escola) etc;

16. O adolescente gasta pelo menos uma hora por semana, envolvido com atividades religiosas.

Engajamento com a educação (estudo)

17. O jovem é bastante envolvido com a escola;

18. O jovem aspira a continuar seus estudos;

19. O desempenho do jovem na escola é acima da média;

20. O jovem faz seus deveres de casa, ocupando pelo menos 6 horas na semana.

Valores

21. O jovem manifesta interesse em ajudar outras pessoas;

22. O jovem pensa sobre como poderia reduzir o sofrimento das outras pessoas;

23. O jovem preocupa-se com os sentimentos de outras pessoas;

24. O jovem acredita que é importante não se envolver em sexo casual.

Competência social
25. O jovem costuma “levantar bandeira” para questões sociais relevantes;

26. O jovem é bom em tomar decisões apropriadas diante de dificuldades;

27. O jovem consegue estabelecer relacionamentos amigáveis, sem dificuldades;

28. O jovem é hábil em planejar atividades saudáveis;

29. O jovem demonstra boa autoestima;

30. O jovem é otimista sobre seu futuro.