percurso vida

"Para vencer o medo que temos, necessitamos dos
conhecimentos que ainda não temos. Para conhecer mais, formulamos hipóteses que reforçam nosso medo e nossa curiosidade; insistindo no processo, vamos criando novos medos e preconceitos ou chegamos ao prazer do conhecimento."

percursovida@hotmail.com


"No simples ato de ouvir podemos ajudar e transmitir paz a alguém, por isso fazer o bem pode ser mais fácil do que imaginamos, uma conversa, atenção, uma demonstração de amizade verdadeira, de valorização e apoio, pode ajudar muito alguém que esteja passando por dificuldades. É só pensar nisso e praticar dentro do possível."

Falo pelas minhas palavras e com o meu coração. Não sou nenhum profissional da
área médica, sou um “experiente” dependente químico.












Sou um adicto?

só você pode responder a esta pergunta.

Isto pode não ser fácil. Durante todo o tempo em que usamos drogas, quantas vezes dissemos

“eu consigo controlar”. Mesmo que isto fosse verdade no princípio, não é mais agora. As drogas

nos controlavam. Vivíamos para usar e usávamos para viver. Um adicto é simplesmente uma

pessoa cuja vida é controlada pelas drogas.

Talvez você admita que tenha problema com drogas, mas não se considere um adicto. Todos

nós temos idéias preconcebidas sobre o que é um adicto. Não há nada de vergonhoso em ser um

adicto, desde que você comece a agir positivamente. Se você pode se identificar com nossos

problemas talvez possa se identificar com a nossa solução. As perguntas que se seguem foram

escritas por adictos em recuperação em Narcóticos Anônimos. Se você tem alguma dúvida

quanto a ser ou não um adicto, dedique alguns momentos à leitura das perguntas abaixo e

responda as o mais honestamente possível.



1. Alguma vez você já usou drogas sozinho?
Sim 􀁔 Não 􀁔
2. Alguma vez você substituiu uma droga por outra,

pensando que uma em particular era o problema? Sim 􀁔 Não 􀁔
3. Alguma vez você manipulou ou mentiu ao médico para

obter drogas que necessitam de receita? Sim 􀁔 Não 􀁔

4. Você já roubou drogas ou roubou para conseguir drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

5. Você usa regularmente uma droga quando acorda

ou quando vai dormir? Sim 􀁔 Não 􀁔

6. Você já usou uma droga para rebater os efeitos de outra? Sim 􀁔 Não 􀁔

7. Você evita pessoas ou lugares que não aprovam

o seu consumo de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

8. Você já usou uma droga sem saber o que era

ou quais eram seus efeitos? Sim 􀁔 Não 􀁔

9. Alguma vez o seu desempenho no trabalho ou na escola

foi prejudicado pelo seu consumo de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

10. Alguma vez você foi preso em conseqüência do seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

11. Alguma vez mentiu sobre o quê ou quanto você usava? Sim 􀁔 Não 􀁔

12. Você coloca a compra de drogas à frente

das suas responsabilidades? Sim 􀁔 Não 􀁔

13. Você já tentou parar ou controlar seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

14. Você já esteve na prisão, hospital ou centro

de reabilitação devido a seu uso? Sim 􀁔 Não 􀁔

15. O uso de drogas interfere em seu sono ou alimentação? Sim 􀁔 Não 􀁔

16. A idéia de ficar sem drogas o assusta? Sim 􀁔 Não 􀁔

17. Você acha impossível viver sem drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

18. Em algum momento você questionou sua sanidade? Sim 􀁔 Não 􀁔

19. O consumo de drogas está tornando sua vida infeliz em casa? Sim 􀁔 Não 􀁔

20. Você já pensou que não conseguiria se adequar

ou se divertir sem drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

21. Você já se sentiu na defensiva, culpado ou envergonhado

por seu uso de drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

22. Você pensa muito em drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

23. Você já teve medos irracionais ou indefiníveis? Sim 􀁔 Não 􀁔

24. O uso de drogas afetou seus relacionamentos sexuais? Sim 􀁔 Não 􀁔

25. Você já tomou drogas que não eram de sua preferência? Sim 􀁔 Não 􀁔

26. Alguma vez você usou drogas devido a dor emocional ou “stress”? Sim 􀁔 Não 􀁔

27. Você já teve uma “overdose”? Sim 􀁔 Não 􀁔

28. Você continua usando, apesar das conseqüências negativas? Sim 􀁔 Não 􀁔

29. Você pensa que talvez possa ter problema com drogas? Sim 􀁔 Não 􀁔

Sou um adicto? Esta é uma pergunta que só você pode responder. Descobrimos que todos nós

respondemos “sim” a um número diferente de perguntas. O número de respostas positivas não é

tão importante quanto aquilo que sentíamos e a maneira como a adicção tinha afetado nossas

vidas.

Algumas destas perguntas nem ao menos mencionam drogas. A adicção é uma doença

traiçoeira que afeta todas as áreas de nossas vidas, mesmo aquelas que a princípio não parecem

ter muito a ver com drogas. As diferentes drogas que usávamos não eram tão importantes

quanto os motivos pelos quais usávamos ou o que elas faziam conosco.

Quando lemos estas perguntas pela primeira vez, assustou
nos pensar que poderíamos ser

adictos. Alguns de nós tentaram livrar
se desses pensamentos dizendo:

“Ora, essas perguntas não fazem sentido.”

Ou

“Eu sou diferente. Eu sei que tomo drogas, mas não sou um adicto. O que tenho são

problemas emocionais/familiares/profissionais.”

Ou

“Eu estou apenas passando por uma fase difícil.”

Ou

“Eu serei capaz de parar quando encontrar a pessoa certa/o trabalho certo, etc.!”

Se você é um adicto, precisa primeiro admitir que tem problema com drogas antes de fazer

qualquer progresso no sentido da recuperação. Estas perguntas, quando respondidas

honestamente, podem lhe mostrar como o uso de drogas tem tornado sua vida incontrolável. A

adicção é uma doença que, sem a recuperação, termina em prisão, instituições e morte. Muitos

de nós vieram para Narcóticos Anônimos porque as drogas haviam deixado de fazer o efeito que

precisavam. A adicção leva nosso orgulho, auto
estima, família, entes queridos e até mesmo

nosso desejo de viver. Se você não chegou a esse ponto com sua adicção, não precisa chegar.

Descobrimos que nosso inferno particular estava dentro de nós. Se você quer ajuda, pode

encontrá
la na Irmandade de Narcóticos Anônimos.

“Estávamos buscando uma resposta quando estendemos a mão e encontramos Narcóticos

Anônimos. Viemos à nossa primeira reunião de NA derrotados e não sabíamos o que esperar.

Depois de assistirmos a uma ou várias reuniões, começamos a sentir que as pessoas se

interessavam e queriam nos ajudar. Embora pensássemos que nunca seríamos capazes, as

pessoas na Irmandade nos deram esperança, insistindo que poderíamos nos recuperar. Entre

outros adictos em recuperação, compreendemos que não estávamos mais sozinhos. Recuperação

é o que acontece em nossas reuniões. Nossas vidas estão em jogo. Descobrimos que, ao

colocarmos a recuperação em primeiro lugar, o programa funciona. Enfrentamos três realidades

perturbadoras:

1. Somos impotentes perante a adicção e nossas vidas estão incontroláveis;

2. Embora não sejamos responsáveis por nossa doença, somos responsáveis pela nossa

recuperação;

3. Não podemos mais culpar pessoas, lugares e coisas por nossa adicção. Devemos encarar

nossos problemas e nossos sentimentos.

A principal arma da recuperação é o adicto em recuperação.”


álcool é droga.

Informação ao público e o membro de NA

Levar a mensagem de NA tem sido uma parte na recuperação de muitos de nossos membros e
tem ajudado alguns de nós a descobrir e desenvolver nossas habilidades. A mensagem de

recuperação de NA pode atingir muitas pessoas com nosso apoio. Participar do subcomitê de IP

dá a você a chance de fazer uma mudança positiva na vida dos outros.
O que é informação ao público?

A função do subcomitê de IP é assegurar que uma informação clara e precisa sobre NA esteja

disponível ao público. A procura de informações sobre nossa irmandade é maior do que nunca.

Fazer parte de um subcomitê que traz o adicto que ainda sofre para dentro da irmandade é uma

gratificação que não pode ser expressada, apenas vivenciada.
Qual é a responsabilidade do membro de NA?

Nós precisamos aceitar nossa responsabilidade pelo nosso comportamento em público

quando nos identificamos como membros de NA. Isso é uma forma de informação ao público.

Cada um de nós pode ser visto como um representante de NA para aqueles que não estão

familiarizados com o nosso programa. A forma que mantemos as dependências de nossas

reuniões e atividades afeta como o público vê NA como um todo.

Outra forma de serviço de informação ao público ocorre quando são feitos pedidos para

informação e apresentação sobre NA. Quando um pedido é feito, um membro do subcomitê de

IP deve ser levado ao representante de serviços do grupo (RSG) ou ao representante da área. Nós

lidamos com pedidos dessa maneira porque cada pedido merece atenção imediata e apropriada.

Quando você recebe um pedido de IP, lembre
se que isso não é um pedido pessoal, mas um

pedido para Narcóticos Anônimos como um todo.
Qual a importância do anonimato?

Esse é um programa que fala de “nós”, em informação ao público a concepção que “Eu não

posso, nós podemos” é vital. Nosso fundamento espiritual de anonimato pode ser seriamente

prejudicado por membros agindo independentemente.

Nós não damos nossos sobrenomes e não aparecemos na mídia como membros de Narcóticos

Anônimos. Faz parte do nosso programa espiritual de recuperação evitarmos promoção pessoal

em favor de um estilo mais humilde de serviço. Na nossa experiência, membros que se tornam

“estrelas da mídia”, utilizando para isso sua participação em NA, correm o risco de colocarem o

fundamento espiritual de recuperação em perigo, dando ao público uma visão incorreta da

recuperação em NA.
Como os membros se envolvem?

Cada membro tem um lugar no subcomitê de informação ao público. IP dá valor e precisa das

suas informações, sugestões, avaliação e participação. Nós convidamos você abertamente a vir à

uma reunião do subcomitê de IP. Como a maioria dos subcomitês de serviços, IP sempre precisa

de mãos e mentes com boa vontade.
Como o trabalho é feito?

Grupos frequentemente se reúnem para formar um comitê de serviços da área (CSA). Serviços

de informação ao público são prestados por um subcomitê do CSA. O comitê de IP recebe

pedidos para informação de várias fontes diferentes, como indivíduos, agência e mídia.

Algumas maneiras de como prestamos informação ao público incluem:

1. Enviando os oradores a pedidos de igrejas, organizações civis, escolas ou da mídia.

2. Desenvolver e distribuir cartazes, panfletos e outros anúncios que informem ao público

sobre como nos contatar.

3. Reuniões de aprendizagem e oficinas.

4. Enviando listas de endereços de reuniões, cartas informativas e panfletos para pessoas que

possam entrar em contato com adictos.

5. Cooperando com o subcomitê de Hospitais e Instituições (H&I) em projetos

complementares.

6. Em locais onde não existe uma linha telefônica ou um escritório de subcomitês, um

subcomitê de IP pode ser responsável pela operação da linha de ajuda.

Para envolver
se em qualquer uma dessas atividades fale com o RSG ou alguém do seu

subcomitê de IP local. “Nós não podemos manter o que temos se não partilharmos”. O

subcomitê de informação ao público nos permite fazer exatamente isso.

Álcool, Drogas e Carnaval

 

Com a proximidade do Carnaval, o Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas (COMAD), refaz o alerta sobre o uso indevido e abuso de álcool e outras drogas neste período. Movidos por uma comoção social, além de um apelo cultural de que “carnaval tudo pode, tudo acontece”, ressalta-se a problemática de que muitos jovens iniciam o uso de substâncias psicoativas neste período do ano.

Em especial o álcool, inalantes e drogas sintéticas, são escolhidos para apimentar a diversão. Mas para tanto se faz o seguinte alerta :

• Os inalantes (lança perfume, cola de sapateiro, cheirinho de loló, entre outras), são drogas que causam dependência e diversos prejuízos a saúde, podendo resultar na destruição de neurônios, provocando perda de reflexos, dificuldade de concentração, déficit de memória e até mesmo morte súbita.

• As drogas sintéticas (Ecstasy, LSD entre outras), atingem o sistema nervoso central, fazendo com que órgãos como coração, rins e fígado sejam sobrecarregados. Os efeitos são incontroláveis e imprevisíveis. Não é possível determinar quanto e quais serão os efeitos, nem tão pouco sua duração total, isso faz com que o risco de morte possa ser eminente.

• E os efeitos do uso abusivo do álcool não irão trazer diversão, pelo contrário, pode causar acidentes de trânsito, violência, além de prejuízos físicos.

Cada organismo corresponde de uma forma específica ao uso de qualquer substância psicoativa, e não é possível determinar quem ficará dependente ou não.  “o único controle que qualquer pessoa tem sobre a droga é o de não experimentá-la.”



Portanto, o alerta é de que não se arrisque. Brinque o carnaval de forma saudável, sem drogas ou bebidas, pois a alegria deve ser de explorar as emoções e não de anestesiá-las.

Bom Carnaval a Todos!

Nova droga? A última “tendência” entre jovens americanos é fumar e cheirar doces amassados

 



O comportamento está virando uma verdadeira ‘modinha’ causando preocupação em especialistas.
A última “tendência” entre jovens e adolescentes americanos é o chamado Smoking Smarties. A prática refere-se ao hábito de amassar alguns tipos de doces para então cheirá-los ou fumá-los. Especialistas americanos em novas drogas estão preocupados e planejam uma ação para conscientizar os pais. Segundo pesquisas de órgãos oficiais, o Smoking Smarties está se espalhando rapidamente.
O alvo principal são os estudantes do ensino médio que estão usando balas e doces como o Smarties (uma marca bastante famosa, com vários produtos de bomboniere) e Pixy Stix (uma espécie de canudo com chocolate em pó). Outra prática que está crescendo é o hábito de usar o Kool Aid (um tipo de pó para refresco) para inalação.
Segundo Carol Williams, coordenadora do projeto Shelby Country Drug Free Coalition Project Safe Place Programs of Family Connection, as crianças estão literalmente inalando açúcar. Apesar de não agir como narcótico, ele está sendo inalado em grandes quantidades o que pode ocasionar uma série de doenças.
Os fabricantes dos produtos estão inquietos com este hábito. Através de consultoria com médicos, informaram em nota que este comportamento pode provocar infecções nos seios da face e do sistema respiratório superior, uma vez que a poeira de açúcar em pó está entrando diretamente nas cavidades nasais. Este, no entanto, não é o que os pedagogos mais temem. O hábito de “brincar” de cheirar e fumar pode levar os jovens a buscarem drogas de verdade, atrás de novas experimentações.
Carol Williams comenta que conheceu a prática há 3 anos quando um estudante perguntou se fumar Smarties fazia mal. De lá pra cá cresceu muito o número de pessoas que estão praticando este ato deplorável, com vídeos espalhados em centenas de sites pela internet, alguns contém tutoriais ensinando passo a passo como triturar, enrolar e fumar.
Em nota oficial a Smarties Candy Company condenou a prática, através do vice-presidente da companhia, Eric H. Ostrow. Segundo ele, os pais precisam ficar mais atentos sobre o comportamento de seus filhos, dando orientações sobre os efeitos nocivos de drogas e substâncias viciantes.

Por que jovens estão pingando vodka nos olhos?




Baixa autoestima está entre os principais fatores para o cultivo desse hábito
  Resposta: Colocar vodka diretamente nos olhos, prática conhecida como “vodka eyeballing” tem ganhado popularidade e adeptos jovens em vários locais do mundo, especialmente durante festas e noitadas.
De acordo com registros de usuários, a prática supostamente induz um estado de “euforia” mais rapidamente do que quando ingerida. No entanto, a verdade é que o álcool provoca reação inflamatória aguda intensa nos olhos os quais absorvem muito pouco da substância. Além disso, muitos jovens que se utilizam dessa prática comumente já fizeram uso de notáveis quantidades de bebidas alcoólicas pela via convencional no mesmo período.

Além da reação inflamatória aguda, lesões ulcerosas da córnea e esclerótica (branco dos olhos) têm sido verificadas. Como repercussões graves dessa prática, a redução da acuidade visual, dor aguda e crônica e cegueira devem ser apontadas veementemente.



De fato, embora assustadora em todos os aspectos, essa prática tem sido realizada por jovens e adolescentes. Trata-se, na verdade, de mais um tipo de comportamento de alto risco assumido por diferentes pessoas. A tarefa de explicar as razões dos comportamentos de alto risco praticados por jovens não é simples e nem tampouco fácil, já que inúmeros fatores psicossociais, psicológicos e neurobiológicos comumente misturam-se gerando resultados bastante insatisfatórios.

Comportamentos de alto risco significam aqueles que podem gerar efeitos adversos sobre o desenvolvimento global e o bem-estar do jovem, ou mesmo que podem evitar a adequada e saudável evolução do mesmo. Esses comportamentos incluem aqueles que provocam imediato dano físico/psicológico bem como aqueles com efeitos negativos cumulativos. Tendo em vista que os comportamentos de risco podem impactar negativamente a vida do jovem bem como a daqueles que o cercam, é essencial que pais, educadores, médicos e psicólogos estejam sempre conscientes do (re-) surgimento de (velhos e) novos problemas, dos fatores que presumivelmente os geram e sobre o que pode ser feito para combatê-los.
Comportamento de alto risco
Dentre vários grupos de comportamentos de alto risco prevalentes entre jovens, citam-se: consumo de álcool e outras drogas, comportamentos sexuais de risco e comportamentos violentos (incluindo suicídio). O consumo inadequado de substâncias psicoativas é comportamento que gera tanto problemas imediatos quanto tardios. Beber e utilizar outras drogas têm sido associados com acidentes de trânsito, violência física e sexual, interações sociais problemáticas, suicídio, homicídio e várias doenças.

Apesar de tarefa extremamente árdua, estudos têm identificado fatores que predispõem jovens a esses tipos de comportamentos. No nível individual, aqueles jovens com baixa autoestima, pobre engajamento nos estudos, poucas aspirações profissionais e envolvidos com jovens de comportamentos negativos estão em maior risco. Fatores familiares incluem pobre comunicação pais-jovens, baixo monitoramento parental, falta de suporte familiar e psicossocial. Não surpreendentemente, quando pais engajam em comportamentos de risco, a chance dos seus filhos seguirem seus passos é alta e significativa. Como variáveis extrafamiliares podemos citar: pressão de amigos, inadequado ou negativo clima escolar e efeito “vizinhança”.

Pesquisas têm demonstrado que apesar da adolescência ser um período marcado por “tempestades afetivas” e estresse emocional, o relacionamento com os familiares é bastante valorizado pelos próprios jovens. Para muitos observadores, o que de fato ocorre entre muitos adolescentes/familiares é a busca pela renegociação do relacionamento, ao invés de uma quebra propriamente dita. Essa renegociação é natural e essencial à medida que o jovem vai crescendo, organizando sua capacidade de julgamento, autodisciplina e independência.

Algumas estratégias que os pais podem assumir nessa fase são:

a) Não subestime e desconsidere o que o seu filho está dizendo. Quando você considerar que o adolescente está errado, exponha suas idéias e converse com ele sobre as suas e as dele. Tenha certeza de que você o está ouvindo também;

b) Conversar com o filho jovem não precisa ter hora marcada. Muitas vezes, essas conversas ocorrem durante atividades compartilhadas entre você e ele (fazendo compras, preparando uma refeição, caminhando juntos etc);

c) Comunique claramente os seus valores, mesmo que sejam desconfortáveis para os seus filhos;

d) Segurança é uma questão não negociável. Portanto, as regras devem ser extremamente claras nesse sentido;

e) Ajude os filhos aprenderem com a experiência;

f) Encoraje atividades positivas e saudáveis.
Como está a formação de seu filho?
Abaixo, forneço um quadro com 30 assertivas que tratam sobre vivências de suporte, limites, competência social, valores e educação entre jovens. Este documento foi desenvolvido pelo Search Institute of the University of Nebraska. Seu filho e você podem apontar como “verdadeira” ou “falsa” cada assertiva individualmente e, depois, comparar as respostas e discutir o resultado amigavelmente.
Apoio

1. O jovem recebe muito apoio e amor dos seus familiares.

2. O jovem vê seus pais como acessíveis fontes para conselho e apoio.

3. O jovem frequentemente conversa sobre questões íntimas com os seus pais.

4. O jovem comumente acessa outros adultos (que não os pais) para conselho e apoio.

5. O jovem frequentemente conversa sobre questões íntimas com outros adultos (que não os pais);

6. Os pais são engajados no sucesso do jovem na escola.

7. A escola proporciona ambiente acolhedor e encorajador.

Limites

8. Os pais têm claros posicionamentos sobre regras de conduta.

9. Os pais disciplinam seus filhos quando esses quebram as regras.

10. Os pais procuram sempre saber onde seus filhos estão, bem como com quem;

11. O adolescente sai para divertir-se cerca de três noites ou menos por semana;

12. Os melhores amigos do adolescente apresentam comportamento responsável.

Consumo de tempo

13. O adolescente gasta pelo menos três horas por semana, envolvido com músicas, banda musical, outras atividades artísticas;

14. O adolescente gasta pelo menos três horas por semana, envolvido com atividades esportivas;

15. O adolescente gasta pelo menos uma horas por semana, envolvido com atividades organizacionais, clubes (fora da escola) etc;

16. O adolescente gasta pelo menos uma hora por semana, envolvido com atividades religiosas.

Engajamento com a educação (estudo)

17. O jovem é bastante envolvido com a escola;

18. O jovem aspira a continuar seus estudos;

19. O desempenho do jovem na escola é acima da média;

20. O jovem faz seus deveres de casa, ocupando pelo menos 6 horas na semana.

Valores

21. O jovem manifesta interesse em ajudar outras pessoas;

22. O jovem pensa sobre como poderia reduzir o sofrimento das outras pessoas;

23. O jovem preocupa-se com os sentimentos de outras pessoas;

24. O jovem acredita que é importante não se envolver em sexo casual.

Competência social
25. O jovem costuma “levantar bandeira” para questões sociais relevantes;

26. O jovem é bom em tomar decisões apropriadas diante de dificuldades;

27. O jovem consegue estabelecer relacionamentos amigáveis, sem dificuldades;

28. O jovem é hábil em planejar atividades saudáveis;

29. O jovem demonstra boa autoestima;

30. O jovem é otimista sobre seu futuro.

Como a família pode lidar de forma construtiva com o dependente químico?

Resposta: O papel da família no tratamento do usuário de substâncias psicoativas é extremamente importante. Há evidências de que, com muitos dependentes químicos, o adequado relacionamento com a família constitui um dos principais fatores na prevenção de recaídas.

Recomenda-se que os familiares freqüentem o profissional de saúde especializado no tratamento das dependências químicas, mesmo que em um primeiro momento, o próprio usuário não queira se envolver em tratamento. A grosso modo, os familiares precisam saber:

a) O consumo de substâncias é um problema inserido entre muitos outros, ou seja, o usuário não apenas consome as substâncias, mas devido a isso, apresenta vários outros problemas (sociais, escolares, interpessoais, jurídicos etc);

b) A comparação do usuário com outras pessoas que são tidas como “modelos” não traz quaisquer benefícios; apenas poderá aumentar a irritabilidade do mesmo;

c) A adoção de uma postura baseada em brigas constantes, criticas severas ou castigos, quando os familiares descobrem que uma pessoa faz uso de substâncias não a impede de continuar usando. Apenas fará que o usuário esconda o fato da família. Dessa forma, caso as provas sobre o consumo forem claras, os familiares devem conversar com o usuário e orientar a procura de um profissional especializado. Caso os familiares apenas desconfiem do consumo, eles devem procurar um profissional que os possa orientar adequadamente sobre como prosseguir e tentar estabelecer um contato maior com o usuário;

d) Uma alternativa interessante é desaprovar determinados comportamentos do usuário, sem necessariamente atribuí-los ao uso de drogas;

e) Nos casos em que os familiares fingem que não há nada errado, continuam a fornecer dinheiro ao usuário (financiando o consumo e a dependência da pessoa), permitindo que o mesmo utilize as substâncias dentro da própria casa (porque é mais seguro do que usar na rua ou com os amigos), o resultado será muito negativo.

Os familiares realmente precisam de orientação. Na grande parte das vezes, eles conhecem os problemas advindos do uso inadequado das drogas, mas não conhecem as formas mais adequadas para lidar com o problema.

Muitos membros familiares do dependente infelizmente comportam-se de uma determinada maneira que, direta ou indiretamente, apóiam, facilitam ou perpetuam o uso inadequado de substâncias pelos filhos. Membros familiares que consciente ou inconscientemente recusam-se a confrontar ou, até mesmo, reconhecer o problema da dependência química apenas aumentarão os problemas futuros.





Comportamentos errôneos da família
Alguns destes comportamentos indesejáveis dos familiares são apontados abaixo:

a) Minimização – os familiares ignoram, racionalizam ou tentam explicar o uso de drogas, atribuindo-o a uma fase passageira, já que “muitas pessoas usam drogas hoje em dia”, ou “ele (o usuário) está passando por uma fase difícil e a droga lhe dá algum alívio”, ou “ele teve uma vida difícil, com vários traumas. Ele precisa melhorar de vida antes de conseguir parar de usar drogas”;

b) Controle – tentar controlar ou manipular o uso de drogas pelo dependente; fazer barganhas com o usuário. Por exemplo, propor ao usuário “consumir apenas um baseado por dia”, ou “usar somente à noite, antes de dormir”, ou propondo “usar aos finais de semana apenas”;

c) Proteção inadequada – tentar proteger o usuário das conseqüências negativas do uso. Por exemplo, desculpando o usuário, negando a responsabilidade do mesmo pelos seus próprios atos;

d) Assumir responsabilidades do usuário – pagar contas do usuário; desempenhar as tarefas domésticas atribuídas ao membro familiar dependente, sem cobrá-lo; defendendo-o de problemas externos e assumindo a responsabilidade por eles;

e) Conluio – ajudar o usuário a obter as drogas, já que “ele sente falta e pode passar muito mal sem elas ou ficar violento sem o uso delas”.

Alguns familiares acabam por organizar suas vidas ao redor do dependente, tentando controlar ou manejar os comportamentos e problemas do usuário. Outras vezes, os familiares tentam esconder o problema de outros membros da família que moram na mesma casa. O segredo não deve ser mantido. O problema deve ser encarado e confrontado de forma clara, transparente e objetiva.

Não há qualquer problema em querer ajudar um membro da família ou amigo em dificuldades, enfrentando as mais variadas situações adversas. O comportamento de ajuda deve ser constantemente estimulado, tendo em vista a sociedade individualista em que nós vivemos. No entanto, “ajudar” requer SABER como “ajudar”. A pessoa que insiste em “ajudar” através de formas erradas, acaba por afetar negativamente tanto o usuário quanto ela própria engajando-se ambos em um processo devastadoramente patológico.

Sempre reitero: a família do dependente precisa também estar inserida no tratamento.

DEPRESSÃO.


Sinônimos e nomes relacionados:
Transtorno depressivo, depressão maior, depressão unipolar, incluindo ainda tipos diferenciados de depressão, como depressão grave, depressão psicótica, depressão atípica, depressão endógena, melancolia, depressão sazonal.
O que é a depressão?
Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.
Como se desenvolve a depressão?
Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.
As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como:
Estresse
Estilo de vida
Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, entre outros.
Como se diagnostica a depressão?
Na depressão a intensidade do sofrimento é intensa, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas, nem sempre sendo possível saber porque a pessoa está assim. O mais importante é saber como a pessoa sente-se, como ela continua organizando a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como ela está se relacionando com outras pessoas, a fim de se diagnosticar a doença e se iniciar um tratamento médico eficaz.
O que sente a pessoa deprimida?
Freqüentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e desesperançado, desanimado, abatido ou " na fossa ", com " baixo-astral ". Muitas pessoas com depressão, contudo, negam a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimento de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda com inúmeras dores pelo corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como atividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática de esportes. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônia, com a pessoa tendo dificuldade para começar a dormir, ou acordando no meio da noite ou mesmo mais cedo que o seu habitual, não conseguindo voltar a dormir. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.
Como é o pensamento da pessoa deprimida?
Pensamentos que freqüentemente ocorrem com as pessoas deprimidas são os de se sentirem sem valor, culpando-se em demasia, sentindo-se fracassadas até por acontecimentos do passado. Muitas vezes questões comuns do dia-a-dia deixam os indivíduos com tais pensamentos. Muitas pessoas podem ter ainda dificuldade em pensar, sentindo-se com falhas para concentrar-se ou para tomar decisões antes corriqueiras, sentindo-se incapazes de tomá-las ou exagerando os efeitos "catastróficos" de suas possíveis decisões erradas.
Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio
Freqüentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem solitariamente. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma conseqüência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo que resulta na perda da esperança em melhorar naquelas pessoas que não iniciam um tratamento médico adequado.
Sentimentos que afetam a vida diária e os relacionamentos pessoais
Freqüentemente a depressão pode afetar o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se apenas obrigações penosas, ou mesmo impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode tornar-se prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social podem fazer o indivíduo tender a se isolar, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.
Como se trata a depressão?
A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico.
Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico.
Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos).